domingo, 12 de abril de 2015

Muito cuidado com as palavras.

" Mas eu vos digo que todo aquele que se ira contra seu irmão, estará sujeito a julgamento; e quem chamar a seu irmão: Raca, estará sujeito ao julgamento do sinédrio; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito à geena de fogo". Mateus 5:22 
E Jesus amplia ou complementa em relação a outras formas de provocar morte ou descrédito de alguém, pois: quem insultar seu irmão, com a palavra grega, raká, que é considerado um termo abusivo, com um significado mais provável de: tolo, burro ou cabeça-oca. Quem fizer isso estará também sujeito ao sinédrio, ou seja, será julgado.
Jesus ainda continua dizendo que quem chamar seu irmão com o adjetivo grego moré, que é traduzido para o inglês como foolish e para o português como: tolo, néscio, imbecil e tonto. Algumas traduções apresentam: “louco”. Aquele que agir assim estará sujeito a geena do fogo. Parece uma sentença muito dura para apenas uma palavra dita. Mas, o efeito que esta palavra pode causar, na pessoa a quem é dirigida, é que vai determinar essa sentença. No mundo em que estamos vivendo hoje, em que o frequente uso de palavras como essa, podem levar a pessoa a quem se destina, a fazer uma introspecção de um conceito falso sobre si mesma e até causar a exclusão do ambiente em que ela vive.
A respeito da palavra idiota que é um adjetivo, significa: pouco inteligente, estúpido, ignorante, imbecil. E também alguém portador de idiotia que é um atraso intelectual profundo, que se caracteriza pela ausência de linguagem e nível mental inferior a uma criança com idade normal de três anos.  
Precisamos ter o cuidado ao usar palavras que podem magoar muito e até matar nas pessoas a vontade de superar suas deficiências. Repreender uma pessoa por uma atitude inconveniente ou uma ofensa alguém, não significa que ela deva ser destratada ou diminuída diante das outras, quando usamos palavras como: idiota, tolo, burro ou imbecil.
 Lembrando Paulo que nos adverte em 1 Cor 10,23 que o que é lícito nem sempre convém e que todas as coisas lícitas nem sempre todas elas edificam. Jesus ao nos pedir para amar a Deus e ao próximo como a si mesmo, cf. Mt 22, 37-39, nos indica a necessidade de que saibamos medir a palavras que usamos no tratamento dos nossos semelhantes.
Que possamos ser pessoas ternas e misericordiosas como Deus é para com todos nós. (Is 63,15).
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